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1 porção de leguminosas por dia  


Sendo 2016 o Ano Internacional das Leguminosas, promovido pela FAO, a Associação Portuguesa dos Nutricionistas preparou uma campanha de promoção do consumo de leguminosas.

Nesta campanha é promovido o consumo de 1 porção de leguminosas por dia - 25 g de leguminosas secas - existindo diversos materiais que suportam esta iniciativa:

- marcador de livros "1 mão cheia de razões para consumir leguminosas

- e-book "Leguminosa a Leguminosa, encha o seu prato de saúde"

- Cartazes "1 leguminosa + 1 Chefe + 1 nutricionista + 1 receita = + saúde":

Já lançados:

   
maio | Chefe Kiko
Salada de Lentilhas, Camarão e Algas
  junho | Chefe Filipa Gomes Houmus de Grão, Abacate e Sementes de Sésamo Tostadas   julho | Chefe Miguel Laffan | Pastéis de Chícharo e Bacalhau
         
         
agosto | Chefe José Avillez | Picanha em Carpaccio com Feijão Preto e Manga
  setembro | Chefe Hélio Loureiro | Jantarinho de Tremoços com Coelho
   outubro | Chefe Jorge Sousa | Peito de Frango recheado com Legumes, Feijoca e Chouriço de Coelho com Puré de Batata Doce
         
       
novembro | Chefe Chakall | Sopa de Ervilha e Alface
       


Se pretender receber marcadores de livros para fornecer em ações que desenvolva pode solicitá-los através do seguinte formulário: https://docs.google.com/forms/d/1LGwShOHRtX8mMDCXTyydbrJTf-FRhA3aUcT2_BBpEsU/viewform


Atividades didáticas

No âmbito da Campanha "Uma porção de leguminosas por dia" a APN desenvolveu algumas atividades direcionadas para crianças de forma a sensibilizar para a importância do consumo de leguminosas nesta fase do ciclo de vida:

- Jogo do Galo e Regras do Jogo

- Jogo da Glória e Regras do Jogo

- Jogo Roda da Sorte, cartões com questões e Regras do Jogo


Campanha "Uma porção de leguminosas por dia" | Balanço 1.ª fase

Somados 5 meses de campanha "Uma porção de leguminosas por dia", damos a conhecer o balanço da primeira fase, de Maio a Setembro.


CONTEXTUALIZAÇÃO

As leguminosas representam um grupo de alimentos que se pode dividir em duas categorias: os grãos (ex: feijão, grão-de-bico, lentilha, ervilha, fava e tremoço) e as oleaginosas (ex: soja e amendoim). Esta categorização influencia a composição nutricional, contudo, de uma forma geral caracterizam-se por fornecerem um conjunto interessante de nutrientes como proteínas e hidratos de carbono, para além de fibras, vitaminas (sobretudo B) e minerais (ex: ferro e cálcio). Pela sua composição em proteínas são muito usadas como substitutos de outras fontes proteicas como a carne, o pescado ou os ovos. Contudo, será importante ressalvar que as proteínas de origem vegetal não são de elevado valor biológico como as de origem animal, ou seja, não apresentam uma composição onde estejam todos os aminoácidos essenciais, pelo que devem ser complementadas com outros alimentos fornecedores de proteínas, como os cereais. Por exemplo, a tradicional conjugação do feijão com o arroz, ou seja, leguminosa e cereal, permite obter, no total, o conjunto de todos os aminoácidos essenciais.

As recomendações da Roda dos Alimentos, o nosso guia alimentar português, apontam para um consumo diário de 1 a 2 porções de leguminosas, sendo que 1 porção representa:

1 colher de sopa de leguminosas secas cruas (ex: grão de bico, feijão, lentilhas) (25g); ou

3 colheres de sopa de leguminosas frescas cruas (ex: ervilhas, favas) (80g); ou

3 colheres de sopa de leguminosas secas / frescas cozinhadas (80g)    

Embora não existam dados recentes sobre consumo alimentar de leguminosas a nível nacional, através dos dados da Balança Alimentar, que nos indica valores sobre disponibilidade de alimentos, poderemos inferir que o consumo não será elevado e que estará muito aquém das recomendações de consumo da Roda dos Alimentos. Enquanto esta aconselha a que o consumo de leguminosas contribua com 4% do dia alimentar, a última Balança Alimentar apresenta 0,6% de leguminosas disponíveis por pessoa.

Alguns estudos revelam que as leguminosas mais escolhidas pelos portugueses são o feijão e o grão-de-bico. Contudo, existem ao nosso dispor muitas outras leguminosas e que fazem parte da nossa gastronomia tradicional. Será importante manter essas heranças gastronómicas, pois ao mesmo tempo que as preservamos estaremos a consumir alimentos de elevada riqueza nutricional, que apresentam uma enorme versatilidade na cozinha, uma vez que se adaptam a diferentes confeções culinárias e a diversos acompanhamentos distintos. Não podemos também esquecer o facto de serem alimentos económicos comparativamente a outras fontes proteicas, como a carne ou o pescado, de fácil acesso e fáceis de utilizar nas refeições do dia-a-dia (na sopa, numa salada, num prato principal, etc), pelo que o seu consumo deve ser promovido.    

É, contudo, fundamental consumir as leguminosas cozinhadas, pois, para além das confeções culinárias melhorarem as condições organoléticas destes alimentos, permitem também reduzir os fatores anti-nutricionais, ou seja, substâncias que podem interferir com a absorção de alguns nutrientes.